05/12/2014 - Professor Stephan Voswinkel fala sobre o atual modelo de trabalho e seus impactos psíquicos


Imagem em plano médio mostra o jurista alemâo Stephan Woswinkel sentado à bancada do auditório da Escola Judicial, falando ao microfone para plateia de magistrados e servidores. O professor, usando óculos, está com um documento em mãos, como se estivesse fazendo uma leitura de algum trecho.
Professor Stephan Voswinkel 

O professor alemão Stephan Voswinkel, jurista que atua no Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt, ministrou a palestra “As Mudanças no Reconhecimento no Trabalho e seus Impactos Psíquicos” para uma plateia de magistrados e servidores do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná.


A audiência pôde ouvir reflexões do convidado sobre as consequências dessa nova forma de trabalho. O novo modelo, segundo o professor, diferencia-se da época clássica fordista, na qual o indivíduo sabia exatamente o que ia fazer em seu trabalho na empresa, o tempo que seria gasto e o resultado final de seu esforço. No atual modelo, essas definições não existem mais.


“Não fica claro ao empregado o que ele deve fazer e em qual prazo. Existe um acordo de metas de gestão por objetivos, em que os empregados se controlam a si mesmos”, afirmou.


Essa sociedade espera do empregado que ele queira trabalhar nessas condições.  “As pessoas não imaginam que o trabalhador possa estar satisfeito com aquilo que já alcançou”.


O professor Stephan explicou que no contexto atual os critérios de desempenho se tornaram obscuros e ressaltou a angústia do trabalhador, por não poder estar satisfeito com os resultados já alcançados, tendo que obter sempre mais e mais. “A medida do trabalho é indefinida, logo há a impressão do fracasso”.  Entre as consequências dessa forma de trabalho, em que não existe limite, estão a estafa e a depressão, concluiu o jurista.


O convidado, cuja apresentação aconteceu na quinta-feira, 4/12, estava acompanhado na mesa de debates pelo professor David Sánches Rúbio, da Universidad de Sevilla, e pelos juízes Lourival Barão Marques Filho (coordenador da Escola Judicial) e Leonardo Vieira Wandelli.




Notícia publicada em 05/12/2014
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Última atualização: terça, 9 Dez 2014, 10:26